NOTA OFICIAL CONJUNTA

NOTA CONJUNTA ACEDIJUS/RS – ANERSEJUBRA

**”Cortar do aposentado é tirar comida da mesa de quem já serviu a mesa dos outros por décadas.

A Associação dos Analistas, Escrivães, Distribuidores, Contadores e demais Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul – ACEDIJUS/RS e a Associação Nacional das Entidades Representativas dos Servidores do Judiciário Brasileiro – ANERSEJUBRA, diante da abertura de diálogo proporcionada de forma contundente e democrática pela atual administração do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, vêm a público manifestar o seguinte:Reconhecemos como positiva e necessária a disposição desta Administração em ouvir as entidades representativas, especialmente no que diz respeito aos servidores aposentados, que vêm sendo massacrados por uma legislação opressora e injusta para com quem dedicou uma existência inteira em favor de uma prestação jurisdicional que não só orgulha o nosso Rio Grande como é reconhecida em todo o país como frequentadora regular do Top 3 em qualidade.É preciso dizer com todas as letras: o aposentado do Judiciário gaúcho vive hoje uma realidade de arrocho. Congelamento de reajustes, corrosão inflacionária, descontos previdenciários confiscatórios, plano de saúde cada vez mais caro e inacessível, perda do poder de compra e o abandono silencioso de quem já deu tudo o que tinha para dar. São homens e mulheres que sustentaram com o próprio corpo e a própria saúde o funcionamento da Justiça, e que agora são tratados como um custo a ser contido, e não como uma história a ser honrada.Não aceitaremos que a aposentadoria seja sinônimo de empobrecimento e humilhação. Exigimos respeito integral à paridade, à integralidade onde devida, à recomposição das perdas acumuladas e a políticas concretas de valorização do servidor inativo. Neste ponto, defendemos que a instituição do Auxílio Social deve corresponder, imediatamente, ao mesmo valor do Auxílio Refeição pago aos servidores ativos, sem escalonamentos, sem subterfúgios e sem discriminação entre quem está na ativa e quem já cumpriu sua missão. Justiça não se faz com dois pesos e duas medidas.No que tange à revisão da matriz salarial, as entidades saúdam o avanço na proposta apresentada, que representa uma melhoria sensível em relação aos modelos anteriores. Trata-se de um passo importante rumo à racionalidade, à correção de distorções históricas entre cargos, à valorização da qualificação técnica e à construção de uma carreira mais justa, transparente e atrativa. A matriz, como proposta, precisa agora avançar, com a melhoria de seus índices, para garantir previsibilidade, recomposição real e estímulo à permanência de quadros qualificados.Reafirmamos, por fim, que diálogo democrático não é favor: é dever institucional. E este momento de escuta precisa se transformar em resultados concretos, com cronograma, com números e com coragem, o que não tem faltado a essa Administração, para corrigir injustiças históricas e devolver dignidade a quem construiu a Justiça gaúcha.Seguiremos vigilantes, propositivos e firmes na defesa intransigente dos ativos, dos aposentados e dos pensionistas.

Porto Alegre, 27 de outubro de 2026.

Marco Aurelio Ricciardi Weber

Presidente da ACEDIJUS/RS

Presidente da ANERSEJUBRA

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